Amor ou idealização?

Amor ou idealização?

Algumas vezes o que faz com que um relacionamento ruim continue seguindo adiante é a “idealização” que se faz com relação ao outro.

No início de tudo (quando a paixão ainda está presente e não se transformou em amor – um sentimento mais tranquilo e duradouro) é normal enxergar a outra pessoa de um modo idealizado, o que consiste em minimizar (ou ignorar) seus defeitos e potencializar ao máximo suas qualidades (às vezes enxergar qualidades que nem aos menos existem).

Na idealização o outro é visto não como realmente é, mas como gostaríamos que fosse. Passamos a nos relacionar não com a pessoa que, de fato, existe e sim com aquela que construímos na nossa mente. Se ela diz ou faz algo que não se encaixa em nossas projeções e expectativas, simplesmente ignoramos – e podemos até inventar justificativas para atitudes que nos desagradam ou que vão contra nossos próprios valores.

O problema é quando essa dinâmica se mantém mesmo depois de meses ou anos de relacionamento. Passamos a ter dificuldade em colocar um ponto final na relação porque não desejamos admitir que aquela pessoa não é exatamente quem imaginávamos que fosse. Para evitar lidar com a decepção e sofrimento dessa descoberta, dizemos que o outro “mudou” ou que é “apenas uma fase passageira” – que tudo voltará a ser como antes.

Provavelmente não se trata de algo verdadeiro e os indícios da realidade podem ter sido varridos para debaixo do tapete.

Não existe solução fácil, mas um bom caminho é tentar perceber se desejamos continuar investindo nosso tempo e sentimento numa pessoa assim como ela é ou se as diferenças são simplesmente intoleráveis. Em todo o caso, a realidade deve voltar a se fazer presente. Só assim é possível tomar a melhor decisão.

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Psicóloga Viviane Mendonça  – CRP: 06/136209

Atendimento em Taubaté: (12) 9 9783 1772

 

 

 

 

 

 

 

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