Só esteja em um relacionamento se puder ser você mesma

Só esteja em um relacionamento se puder ser você mesma

Só esteja em um relacionamento se você puder ser quem de fato é.

Pense comigo:

Se alguém te escolheu como companheira porque no início da relação se apaixonou pela pessoa que você mostrou ser, qual seria o sentido de desejar agora que você abra mão de sua própria personalidade, dos seus valores, amigos, hobbies, trabalho ou qualquer outra coisa que você considere importante em sua vida?

Antes de qualquer relacionamento com o outro, existe uma identidade que é só sua. Por mais que alguém esteja conosco em todos os momentos e dividindo uma mesma rotina, a única certeza é que apenas nós mesmos estaremos em nossa própria pele – enfrentando tristezas e alegrias – até o fim.

É claro que podemos mudar a qualquer momento e colocar na balança tudo aquilo que pode ser diferente para que a relação se torne melhor para ambos. Entretanto, isso não significa abrir mão de coisas que nos fazem felizes apenas para que o outro não nos abandone ou não se sinta inseguro. Se existe amor, o respeito pelo outra pessoa (tal como ela é e não como gostaríamos que fosse) deve sustentar por si só a continuidade da relação. Não deve ser necessário sofrimento e grandes sacrifícios. Aliás, desconfie das dinâmicas de relacionamento em que alguém esteja o tempo todo sofrendo e precisando superar obstáculos para que o outro não vá embora.

É muito comum que as mulheres esqueçam um pouco delas mesmas quando estão em um relacionamento. Culturalmente, o homem é mais estimulado a ter uma vida social para além de um compromisso afetivo (jogar bola ou sinuca com os amigos, encontrá-los depois do trabalho etc). Isso pode fazer com que a mulher, caso o relacionamento um dia chegue ao fim, tenha mais dificuldade em construir uma nova identidade. Ela pode ter permanecido tão envolvida com questões da “vida a dois” que esqueceu, com o passar do tempo, de olhar para dentro de si. Não sabe mais quem é agora que está sozinha e por sua própria conta.

Sempre é necessário, portanto, resgatar o amor próprio e utilizá-lo como uma base para todas as questões da vida. Sem isso confundimos desrespeito e dominação com amor e podemos aceitar qualquer migalha de afeto, uma que não temos a consciência de que merecemos muito mais.

 

Psicóloga Viviane Mendonça – Atendimento em Taubaté

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